Por quê? Além de bonito e de ter um povo educado, esse país nórdico desponta com um pop de primeira qualidade que deixa muita coisa produzida nos States no chão. Realmente, a Suécia me surpreendeu. Depois de Air France, jj e Fever Ray, foi a vez de Lykke Li me viciar.
Lykke Li, que já morou em Portugal e nos Estados Unidos, lançou seu Youth Novels em 2008, um bom registro de pop alternativo, com uma saudável mistura pop-indie.
Os pontos altos são a voz adocicada de Li (que algumas vezes soa como criança) e a valorização instrumental, que ganha destaque na produção das músicas. As letras, escritas pela própria cantora, merecem igual atenção.
Confesso que também adorei os vídeos dela. Vicie-se:
Dance dance dance
Until We Bleed (parceria com o também sueco Kleerup para o álbum de estreia dele)
A melhor definição para o filme 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias é de ser um filme seco, tão seco a ponto de deixar a boca do espectador do mesmo modo. A secura parece ter agradado ao júri do Festival de Cannes, que concedeu ao filme (fruto do periférico mas ascendente cinema da Romênia) seu prêmio máximo, a Palma de Ouro, em 2007.
Falar sobre o filme é complicado, já que mesmo a explicação do título irá estragar uma surpresa que não vale a pena o espectador perder (o que confesso que deixará essa resenha um tanto limitada e talvez um pouco curta). O que se pode dizer é que é um filme denso, com temática pesada.
Em toda sua extensão, há um desconforto: o tom predominante na tela é o cinzento, há o cenário um tanto aterrador do Leste Europeu em um dia frio e há a aura sempre presente de um país reprimido (o filme se passa em 1987, fim do comunismo) por décadas, em que sua população viu e passou por coisas que nós, ocidentais, muitas vezes não imaginamos.
Logo na primeira cena, somos apresentados às protagonistas, estudantes universitárias: Gabriela (Laura Vasiliu) parece ansiosa, insegura, enquanto arruma uma mala. Sua companheira de quarto, Otilia (Anamaria Marinca), parece ser o oposto, está segura e confiante. Após o decorrer de meia hora, descobrimos para onde as garotas vão, o título do filme é explicado e a narrativa se torna mais clara e se desenvolve de fato.
A ausência de trilha sonora, a camêra um pouca baixa em algumas tomadas e a presença de cenas bastante desconfortáveis dão um tom claustrofóbico ao filme, que provavelmente não deve ter agradado um bocado de gente que foi ao cinema conferi-lo (confesso que tive de parar o filme uma ou duas vezes para digerir melhor algumas partes).
Ainda assim, o filme é ótimo, apenas não se deve esperar dele qualquer saída fácil ou algum alívio repentino. 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias é um filme duro, e ao se recusar a apresentar algum moralismo, o diretor Cristian Mungiu assume essa dureza. O que choca mais, porém, é o pensamento que vem depois de se assistir o filme, ao se parar para pensar o quanto que o que se passou na tela foi (e ainda é) real para muita gente.
Ficha Técnica
Título: 4 Luni, 3 Saptamini Si 2 Zile / 4 Semanas, 3 Meses e 2 Dias
Gênero: Drama
Diretor: Christian Mungiu
Ano: 2007
País: Romênia
Elenco: Anamaria Marinca, Laura Vasiliu, Vlad Ivanov, Alexandru Potocean, Ion Sapdaru
Bom, hoje apresento a peculiar Maryam Mursal. Ela é totalmente off em relação a qualquer outro músico que já apareceu nesse blog mas enfim, nada como desbravar novas fronteiras.
Que fronteiras, aliás. Maryam Mursal é da Somália e o que mais me chamou atenção nela, além da sua música, foi sua história. Maryam começou sua carreira ainda adolescente, em 1966, quebrando tradições ao ser a primeira cantora em um país com uma sociedade islâmica machista. A cantora se tornou popular na Somália ao criar um novo estilo musical, o jazz somali, ao misturar dance, música tradicional somali e música ocidental. Apesar do sucesso, ela teve que encarar um afastamento de 2 anos da música após criticar o governo com sua música, o que a obrigou a se tornar a primeira mulher motorista de táxi do país (!), na década de 70.
Após o retorno aos clubes e rádios do país africano, a carreira da cantora teve de ser interrompida mais uma vez, com a eclosão de uma guerra civil na Somália. Maryam e seus cinco filhos fugiram e vagaram pelo Chifre da África, passando por Quênia e Etiópia, até finalmente chegarem ao Djibuti, onde conseguiram asilo político na embaixada da Dinamarca. A jornada foi traumática e Maryam conta que chegou a ver corpos humanos serem devorados por cães.
Após cantar no campo de refugiados onde estava no Djibuti, Maryam foi reconhecida por um produtor dinamarquês que já a tinha ouvido em uma rádio na Somália anos antes. Impressionado com sua voz, ele propôs a ela a gravação de dois discos e assim, em 1997 e no seguinte foram lançados respectivamente New Dawn (‘novo amanhecer’) e The Journey (‘a jornada’).
O primeiro álbum é mais voltado para a música tradicional somali, sendo um trabalho conjunto entre Maryam e o Waaberi, um grupo com mais de 300 membros. Já o segundo álbum, solo, tem tanto o toque somali como a presença do som ocidental, ambos costurados com a potente voz da cantora. Dois trabalhos interessantes e diferentes de world music. O segundo álbum é mais palatável ao nosso ouvido ocidental, enquanto o primeiro é mais cru, ao trabalhar basicamente apenas com vozes e percussão.
Maryam Mursal vive hoje no Dinamarca, em exílio, esperando que seu país atinja um mínimo de estabilidade para poder retornar. Enquanto isso não ocorre, faz apresentações e performances no país europeu.
Kufilow (do álbum The Journey)
Lei Lei (também do The Journey)
Heei Yaa Alahobalin Hoobalowa (álbum New Dawn)
PS. Bem legal o show do Wado ontem, pena que do CD novo ele só tocou Pavão Macaco. Mesmo assim, um bom programa.
Acho que como a maioria dos paulistas, conheço muito pouco da música made in Nordeste, exceto pelos músicos de bregas de baixa qualidade, que com certeza não representam devidamente o enorme potencial cultural da região. Pois bem, uma ida a Alagoas me apresentou, meio que sem querer, um músico/compositor que realmente me surpreendeu. Wado é catarinense criado em Maceió, um dos destaques do cenário do estado nordestino, que descobri ter uma das cenas musicais mais fortes da região.
O lançamento do seu novo álbum, Atlântico Negro, ocorreu há pouco tempo, no fim de julho. Esse é o quinto álbum do artista, que já tem quase 10 anos de carreira solo. Parece que seus todos os seus outros trabalhos foram sucesso de crítica (ainda não os ouvi, mas com certeza farei isso).
Atlântico Negro teve o apoio do Projeto Pixinguinha, do Ministério da Cultura, que escolhe 2 artistas de cada estado do Brasil para patrocinar um álbum (mais detalhes). Em troca, o músico está fazendo apresentações em algumas cidades de Alagoas. O mesmo Projeto Pixinguinha escolheu Wado para representar o País no Ano do Brasil na França, em 2006, com uma apresentação em Paris, e também o selecionou para uma feira mundial de música em Berlim no ano seguinte. O catarinense-alagoano também participa de festivais ao redor do Brasil, inclusive com participação no Tim Festival.
Bom, e o álbum? Atlântico Negro tem 11 faixas, sendo 8 inéditas, e sinceramente, gostei de todas. Wado se abre a diferentes influências, indo do renomado escritor moçambicano Mia Couto (que colabora com a letra de 2 músicas, Estrada e Hercílio Luz), passando pelo funk carioca (a simples mas viciante Rap Guerra do Iraque), pela cultura popular alagoana (a ótima Boa Tarde, Povo) e principalmente pelo afoxé, ritmo presente em grande parte das faixas. É legal conferir também as belas letras de algumas das músicas, como Frágil e Pavão Macaco, que são sinceras sem necessariamente serem tristes.Vale bastante a pena ouvir o álbum, que o próprio Wado disponibiliza para download gratuito aqui, no seu site oficial.
Feto/Sotaque (mistura de 2 músicas do Wado já lançadas em álbuns anteriores)
Boa Tarde, Povo
Pavão Macaco (e a letra)
A planta no vaso
O peixe no aquário
A madeira do móvel
O asfalto do chão
Quando encontro você
Não encontro razão
Eu quero correr o pé no sapato
O asfalto do chão
Vem morar comigo neste apartamento
Estamos uns sobre os outros
E temos satisfação
Ah! Pavão Macaco
Lacônico
Macaco Pavão
Morfeu, morfina
Menino, menina
Quem irá nos ninar?
PS. Pra quem é de São Paulo, fica a dica: haverá apresentação dele dia 07 desse mês, próxima sexta-feira, no Sesc Vila Mariana. Eu vou. ;P
Na comédia romântica A Proposta, Sandra Bullock é Margaret, executiva de uma grande editora em Nova York. Autoritária, insensível e antipática, ela é odiada e temida por todos seus empregados (algo como Miranda de O Diabo Veste Prada). Entre eles, está Andrew (Ryan Reynolds), jovem secretário da executiva-carrasca, que praticamente abdica de sua vida social nos 3 anos em que trabalha para a chefe, sonhando com uma promoção.
A vida de Margaret, porém, se complica depois que seu visto de imigrante vence (ela é do Canadá), e ela tem que deixar os Estados Unidos por um ano, o que a fará perder o emprego. Disposta a garantir sua carreira, Margaret então tem a radical ideia de se casar com Andrew conseguindo assim a cidadania e a permânencia em Nova York. Para isso, usa da chantagem: se Andrew recusasse o casamento, perderia o emprego. Sem opção, o empregado coloca como contrapartida a publicação de um livro seu e os dois entram em acordo.
A tarefa, contudo, não é simples. Para convencer o funcionário do serviço de imigração de que ambos são um casal apaixonado e não fruto de um arranjo para que Margaret fique no país, ambos terão que saber bastante a respeito um do outro. Andrew sabe quase tudo sobre sua chefe, mas Margaret não tem quase nenhum conhecimento a respeito da vida dele. Para resolver isso, o casal parte para uma curta estada no Alasca, terra natal do ‘noivo’, com a farsa sendo estendiada também para família a dele.
A trama segue seu rumo de modo bem previsível. Sim, eles começam a se ver de modo diferente. Sim, a família de Andrew derrete o gelo da megera Margaret, que é orfã e solitária. E sim, eles se apaixonam em 4 dias, o que é óbvio que irá acontecer desde o começo do filme. Mas enfim, não é assim com a maioria das comédias românticas?
O filme se desenrola a partir das situações cômicas oriundas de situações inusitadas. Há partes realmente engraçadas, a cargo principalmente da doidinha avó de Andrew (Betty White), cujo sonho é ver seu neto casado, e Sandra Bullock leva os méritos por uma boa atuação cômica também. Contudo, A Partida se caracteriza justamente como um daqueles filmes que devemos assistir apenas para espairecer e/ou se divertir e que esqueceremos rapidinho. Nessa proposta, é eficiente. Quem procura algo mais profundo, porém, esbarrará na cada vez mais constante superficialidade comercial de Hollywood.
Ficha Técnica
Título: The Proposal / A Proposta
Gênero: Comédia romântica
Diretora: Anne Fletcher
Ano: 2009
País: EUA
O duo sueco Air France é de Gotemburgo, reduto de muitos dos novos expoentes da boa música da Suécia. O som deles é um misto de balearic pop* com eletropop. Suas músicas apresentam um clima de praia, e ouvi-las nos remete a uma lembrança de uma bela tarde de verão ou talvez de algum fim de tarde fresco e agradável. Altamente recomendável.
Deixo aqui 2 vídeos deles (lindos!) mais uma música, todos do EP No Way Down, de 2008. Eles ainda lançaram um outro EP anteriormente, One Trade Winds, que ainda não tive o prazer de ouvir.
*Aqui, o site Rraul explica direitinho o que é ‘balearic’. ;)
June Evenings
(Não sei se realmente é o vídeo oficial de Windmill Wedding, mas achei o vídeo belíssimo.)
O duo (casal?) aí da foto é o The Snoopy Lads, composto pelos alemães Hendryk Ekdahl e Basty von Noeten, que se conheceram por acaso em um bar de Berlim. Ambos tinham formação em música clássica, mas descobriram que o curtiam mesmo era fazer eletropop. E assim nasceu o debut A Ruby In Blue, lançado em 2008. As músicas são legais, leves e algumas carregam uma certa carga melancólica. Confira:
Waltz on a 4 4 Time Beat:
Illusions:
Coward:
Achei esse vídeo com uma música deles, Uneven, com uma coreografia contemporânea. Beem legal.
Florence Welsh é o nome da ruiva inglesa aí em cima. Com apenas 22 anos e com sua banda Florence & The Machine, ela lançou neste mês seu primeiro álbum, Lungs (‘pulmões’). Ouvindo o álbum, realmente dá pra notar que os pulmões de Florence não são problema, já que ela tem um vozeirão cheio de fôlego.
Lungs pode não ser tão fácil de ouvir. Se for ouvi-lo, ouça mais de uma vez. Mas ouça, porque vale a pena. Misture umas batidas pop, uns arranjos folk, a voz meio soul de Florence e um punk em algumas letras e o resultado será justamente o que se ouvirá no álbum. Muitas das músicas falam de amor, mas não se engane: elas não são doces, embora belas (confira aí nas músicas no fim do post).
Antes mesmo de lançar o debut, Florence & The Machine já chamava a atenção de bastante gente, principalmente no UK. Lá, a banda ganhou neste ano o Brit Awards 2009 de crítica. Além disso, eles apareciam em várias listas de promessas musicas para este ano.
Na primeira semana depois do lançamento de Lungs, o álbum alcançou a 2ª posição na terra da rainha, apenas atrás de Michael Jackson. Não sei, mas tenho a sensação de que Florence vai fazer muito sucesso no futuro. Tomara.
Dog Days Are Over (eu tentei colocar o clipe aqui no post, mas no Youtube não tem nenhuma versão liberada, então confira aqui, que vale muito a pena!):
Rabbit Heart (Raise It Up):
Cosmic Love:
Apresentação ao vivo de You’ve Got The Love (dá uma checada na voz da mulher!):
Puedo ser un puñado de sal, el más salado.
Puedo ser un silencio, el más tortuoso.
Puedo ser un segundo, el más lento.
Puedo ser un huracán, el más desastroso.
Puedo ser un golpe, el más doloroso.
Puedo ser un extraño, el más extraño.
Puedo ser una hoja seca, la más seca.
Puedo ser un secreto, el mejor guardado.
Puedo ser una nota, la más aguda.
Puedo ser una lágrima, la más triste.
Puedo ser una herida, la más grave.
En palabras simples:
puedo ser la más mala,
la más hiriente,
la más fría,
la más ausente,
la más egocéntrica,
la más imperfecta, sí
puedo ser superlativa,
pero en el fondo se que siempre hay alguien mejor que yo.
PS. salado: salgado huracán: furacão hoja: folha hiriente: maldosa
PSS. Poema da Fran, uma grande amiga minha, que compartilha comigo a admiração pela poesia. =)
Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki) é um violoncelista que decide se mudar de Tóquio para sua cidade natal no interior do Japão depois que a orquestra em que trabalhava é dissolvida. Junto com ele, parte sua esposa. Procurando emprego, Daigo encontra uma oferta interessante nos classificados, que supõe ser de uma agência de viagens. Só depois de ganhar o emprego, após uma entrevista-relâmpago, é que descobre se tratar de uma empresa especializada em preparar cadáveres para serem postos no caixão.
Aos poucos, o preconceito de Daigo em relação ao novo ofício (que só aceitou devido ao alto salário oferecido) se desmonta, ao notar a nobreza com que seu excêntrico chefe trata os cadáveres em seus momentos finais, e como os familiares ficam gratos com o ato. Com sua nova profissão, Daigo passa a enxergar a beleza presente num emprego que a maioria vê como desprezível, inclusive sua esposa, que chega a abandoná-lo quando descobre sua verdadeira função.
Paralelo a tudo isso há o conflito de Daigo com uma parte de seu passado, o abandono que sofreu do pai quando tinha apenas 6 anos. Dele, Daigo não se lembra nem do rosto – guarda apenas um pedra que o pai o deixou antes de ir embora para sempre.
A história é interessante, embora demore um pouco a decolar. É bacana a inserção de humor no filme, que ajuda a suavizar a aparição constante da principal ‘personagem’ do filme – a morte. As belas cenas externas também combinam bem com a boa trilha sonora, com músicas clássicas. Ambos os elementos colaboram para criar a principal característica do filme: a aura poética.
Sim, porque o filme carrega grande carga de poesia. A morte é tratada de uma forma bastante bonita, e há sequências de cenas que realmente emocionam. Quem perdeu alguém querido deverá sentir uma carga extra de emoção. Quem não, pelo menos tem uma boa oportunidade de rever sua visão em relação à morte.
O que pesa contra o filme é o destino um tanto previsível de Daigo (que também é um pouco artificial em alguns momentos), além de alguns trechos que pesam um pouco a barra – principalmente no início.
Ainda assim, ‘A Partida’, que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro neste ano, é um belo drama, que traz às telas de forma singela e sensível o que tantos de nós tentam esconder em vão com a peneira.
PS. Eu realmente gostei desse filme, mas fiquei meio triste de ‘Valsa com Bashir’ não ter ganho o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2009. Achei o filme israelense superior.
Ficha Técnica
Nome: Okuribito/ A Partida
Gênero: Drama
Diretor: Yojiro Takita
Ano: 2008
País: Japão
Elenco: Masahiro Motoki, Tsutomu Yamazaki, Ryoko Hirosue, Kazuko Yoshiyuki, Kimiko Yo, Takashi Sasano
‘… pensava em nada nem em si, só dançava.
O fracasso era uma vaga lembrança,
a desilusão era passado.
Era um nada, dançava para o nada, olhava o nada.
Parecia perdida, aquela perdição
que só têm aqueles que querem – e sabem –
se perder.
Os quadris livres, o coração preso e a mente em férias forçadas.
Todos a olhavam. E ela?
Ela olhava a si mesma.
Os olhos pintados de negro deixavam cair uma lágrima.
Nunca acreditou no amor mesmo,
esqueceria tudo, agora um novo começo…’
UM MINUTO. UMA DESILUSÃO. UMA MULHER.
‘… e ele se desculpou, uma vez, duas vezes, seis, sete.
Culpa? De ninguém, a vida era apenas assim,
caminhos se cruzam, se descruzam.
Eles se amaram, é verdade, mas isso foi a tanto tempo.
Os tempos mudaram, ele mudou.
Não fica assim, ele dizia. Tudo passa, sempre passa.
Você é jovem, eu sou jovem, a vida é curta, o passado já foi.
Ela era legal, iria achar alguém que a tratasse bem,
ele tinha certeza.
É, ela viu que dessa vez era pra valer.
Ele ia embora, ela ia continuar na festa?
Ok, então.
Beijo, se cuida, quem sabe a gente não…’
JJ é um grupo sueco que lançou o debut no começo desse mês, o ‘JJ nº2′, um álbum que baixei ontem e que achei ótimo. As músicas são leves e aéreas, algumas com influências tropicais, principalmente africanas. Os vocais são gostosos e se misturam bem com a percussão e o toque world music. O álbum é bem curto, com apenas 9 faixas, o que deixa uma sensação de quero mais, com músicas tão suavemente melancólicas e belas.
Entediado de entrar na internet só pra ver orkuts alheios e vídeos no youtube, resolveu criar o Via Maltese (pela segunda vez aliás) para escrever sobre 3 coisas que o interessam imensamente: a música, o cinema e a poesia. Não tem nenhuma grande pretensão além de poder treinar a escrita e compartilhar um pouco do que absorve do mundo.
É estudante do Ensino Médio e pretende estudar cinema, antes que mude de ideia pela 76ª vez.